Há meses não voltava para o meu grupo de pesquisa ‘Chekhov Barre’. Ontem, já que tudo recomeça desde então, fui dar uma bisbilhotada para ver como as coisas andavam por ali. Cheguei uma hora antes para contar as novidades e ouvir outras. Levei amêndoas, damascos e frutas frescas. Não lembrava o quanto eu sou apaixonada pelo Michael Chekhov. É um assunto que não tem fim pra mim. O melhor de tudo, é ter pessoas que compartilham as mesmas idéias.

chekhov barre

Sinceramente, acho que cada pessoa deveria montar seu próprio grupo de interesses. Sei lá, minha mãe, por exemplo, tem quase uma dezena de grupos totalmente diferentes. São as corujas que fazem jantares, são donas de casa e cuidam muito bem dos seus filhotinhos. Além das super palhaças, que se reunem para contar histórias, fofocas e piadas. Também tem as dondocas do chá que contam sobre suas viagens, compras, e esboçam, por vezes, uma realidade fora do comum. O meu pai se encontra com os amigos para andar a cavalo, outras vezes para tomar vinho, e também para discutir livros. É fascinante! Até a minha tia-avó Monita, de 85 anos reúne suas amigas uma vez por mês, para rir e lembrar que vale a pena viver rodeada de eternas amizades.

oldfashioned days

Não importa se é um grupo com finalidade intelectual, ou simplesmente para trocar receitas e risadas. O importante é que esse grupo, que no meu caso é voltado para a pesquisa, me faz sentir em casa. Percebo que ter amigos com quem eu posso contar é um dos fatores mais importantes para manter-me forte e segura num país longe do meu!

Depois de tanta conversa ontem, sobre os mais variados assuntos, mas principalmente Arte, fizemos a “barra”. Este são exercícios psico-físicos voltados para a interpretação e concentração. Apuramos a imaginação e focamos nas emoções de um personagem. Introduzido pelo professor David Zinder, com quem tive a honra de ter aulas, levei um exercício bastante abstrato. O resultado não poderia ter sido melhor. Criamos personagens a partir de figuras geométricas e uma mistura de cores imaginárias. Correram lágrimas e sensações de surpresa. Além do “meu” exercício, fizemos outros de respiração e absorção de energia. Sem esquecer, é claro, da “barra” fixa, que repetimos todos os encontros. Foi realmente tu-di-bom!

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Antes de ontem comecei também a academia, já que fazia tempo que não pisava numa. Quarta-feira, bem feliz, fiz uma aula de Zumba (febre aeróbica nos EUA). Até aí tudo bem, fiquei cansadinha e tal, mas nada sério. Logo em seguida, quando tentei me inscrever para as aulas de Bike indoor, as vagas haviam se esgotado. Procurei saber se havia algo mais para acrescentar minha atividade física naquele momento, já pra não perder o pique. Encontrei na programação uma aula chamada “Total Body Workout”, ou seja, um “treino total do corpo”. Já que eu tinha me “aquecido” com a Zumba, achei que não podia dar nada de errado e me inscrevi.

PRA QUE????? Bom, pra começar, eu nunca vi uma mulher tão dedicada às flexões (sem joelho no chão) como a professora que passou o treino. Minhas costas, abdome e braços estão anestesiados até hoje. Imaginem como doeu fazer os exercícios do Chekhov?! Afinal, hoje fiz Yoga Kundalini e posso até dizer que me deu um alívio nas partes superiores. Mas… Se eu volto para o Total Body Workout? Acho difícil…

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Depois da Yoga, fiz Bike Indoor e Zumba. Ou seja, corpo anestesiado pelo resto da semana que vem ou até um pouco depois! Bah… Recuperação.