Eu sei. Eu sei. Críticas à parte, por favor!

Após alguns meses e poucos dias, pude finalmente contar com um par de horas no espaço do meu tempo. Sentada no Café Audrey, exposta aos olhos do público turista, em plena Hollywood Boulevard, num frio danado de Los Angeles, tomo um Chai, que pela segunda vez, queima minha língua curiosa. Admirando as inúmeras fotografias e decorações inspiradas, por quem sou fã número UM na história do cinema: Audrey Heburn, resolvi escrever neste blog, antes que desapareça da Web pela ausência da autora.

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Pretendo, antes de mais nada, contar os principais motivos pelos quais demorei a reaparecer. E portanto, o que tem acontecido de interessante [ou não] na minha permanência / sobreviência aqui, até agora:

  • Me tornei membro do LACMA (Los Angeles County Museum of Art): Ao garantir os ingressos diários, eventos especiais, sessões de cinema Cult, acesso ao acervo permanente e transitório do museu, contar com informações culturais da cidade – durante (365 dias), – a preço de banana, num museu de tal importância, sendo que o museu está localizado há duas quadras de onde moro atualmente, dá facilmente para entender o porquê da demora em escrever, não é?

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  • Stanley Kubrick & Caravaggio: Foram as primeiras exposições que presenciei no LACMA. Como membro, sou convidada especial nos dias de abertura das exposições, podendo ver tudo antes do público. Também tive o direito de comprar os ingressos antecipadamente para a retrospectiva dos filmes do diretor contando com colaboradores especiais das filmagens. No caso do Caravaggio, posso ainda entrar na lista das aulas sobre a história do Renascentismo Italiano ou desenho/pintura renascentista. Quanto às obras de Michelangelo e outros monstros, confesso que são realmente merecidas as horas de admiração pelas pinturas.

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  • Mestrado: Estava, até mês passado convencida a correr atrás das inscrições para o Mestrado de Cinema na USC (University of Southern California) ou UCLA (University of California, Los Angeles). O motivo era que com o visto de estudante, ao invés do meu atual de turista, poderia ficar mais tempo aqui nos EUA, sem precisar voltar ao Brasil a cada 6 meses. Ainda assim não teria a permissão para trabalhar mais do que 20h semanais, mas ao menos poderia ampliar meu campo de estudo, fazer contatos, e aprender um babado de cinematografia. Mas… mudei de idéia!
  • Emprego: Pois é, finalmente encontrei um emprego, mas já me despedi sozinha. Incrível não é? Para quem estava afobadinha pra conseguir um, não permaneci nem dois meses na Mercedes-Benz de Beverly Hills, como hostess dos clientes. O emprego era simples, ganhava pouco, mas era bastante útil para cobrir minhas despesas financeiras diárias, semanais, e por pouco tempo, mensal. O motivo pelo qual me ‘desinteressei’ é que o stress era gigante. Ao invés de tirar umas horas por dia para me preocupar com a construção do meu personagem de uma peça em produção, servia cafezinho e bagel com geleinha para os clientes e suas pompas enquanto os ecaminhava para o setor necessário. Pois é, entre o trabalho e a complexidade do ofício de atriz, escolhi a segunda opção.
  • Gripe: Vá encontrar gripe que demore três semanas na Barra Velha do meu Brasil! É fato que ficar doente no inverno é batata, mas não precisava abusar da minha indisposição! Vá lá! Um dia, dois dias, uma semana estourando o limite! Mas TRÊS semanas não, né?  Só aqui mesmo.

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  • Chekhov Studio: Pois então, Marilyn Monroe = dor-de-cabeça! A peça em produção da qual comentei anteriormente, foi apresentada em Novembro do ano passado. O conteúdo foi bacana, os exercícios foram super produtivos e como todo tempo que é limitado, foi também, estressante.  Considerando o final de ano, posso afirmar com todas as palavras, que ninguém estava no seu senso comum. Eu, como melhor exemplo possível, estava cansada de servir cafezinho, fiquei sem tempo para decorar texto e peguei uma cena relativamente pequena. Com dor no bolso, tive que comprar um figurino que não estava dentro do meu orçamento e em pensamento, discordei de várias escolhas do diretor, principalmente com relação aos adereços. No final feliz deste tópico, incluo meus agradecimentos especiais e pessoais, embora nunca sejam vistos por tal,  ao Shane Black (produtor do filme Iron Man II e diretor de Iron Man III). Isso, por disponibilizar sua mansão localizada há algumas quadras do meu atual recinto, para a produção da nossa peça de teatro.

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  • Natal & Ano Novo: Se alguém ainda aceitar meus votos mais do que atrasados, desejo carinhosamente que tenham passado um Natal bem quentinho, porque aqui foi um frio danado. Também desejo que este seja como todos os outros anos da serpente. O ano da sedução, especulação e planejamento. Embora não tenha passado as datas comemorativas com a família no Brasil, me mandei para San Diego pra comemorar com a minha prima. Por lá, trocamos o virus da gripe, tosses e cobertores. Ganhei e dei presentes inesperados e muito bem recebidos. Ano Novo cansei em dobro, pois resolvi trabalhar num cassino até às 4h da matina. Não, não foi divertido. Ganhei bolha no pé, dor nas costas e levei bronca de clientes insatisfeitos com a desorganização do evento – como se tivesse sido minha culpa. Algo bom? Presença de amigos por perto, na mesma situação. Enfim… Má escolha a nossa! Devíamos ter ido pra Vegas mesmo.
  • New York Film Academy (Los Angeles): Tive o prazer de ser convidada por uma grande amiga, para trabalhar na produção de um filme independente. Como tese de “Mestrado” de uma colega pela New York Film Academy, participei não apenas como produção, mas também parte do elenco. A experiência valeu. Conheci pessoas interessantes e hoje todos se preparam para a apresentação do filme nos estúdios da Warner Bros. em Los Angeles.
  • Produções independentes: Los Angeles é o lugar pra fazer amizades, e também para perdê-las rapidamente. Espero que as grandes amizades permaneçam. Tento cultivá-las ao máximo, dentro do coração. Durante o periodo que trabalhei na Mercedes-Benz de Beverly Hills conheci a querida Sheylla. Até então, tem se mostrado o carisma personificado. Com ela, planejo projetos e trabalhos sem fim. São idéias compartilhadas, assuntos inacabáveis e sonhos intermináveis. Assim espero, conquistar um cantinho aos pouquinhos e construir uma bolha gigante de inspirações.

Depois disso tudo, espero que tenha ficado claro o motivo da minha inexistência temporária neste blog. Não prometo escrever todos os dias, ou todas as semanas, mas ao menos, minha história aqui, ficará marcada. Sim, sem sombras de dúvidas que muitos outros acontecimentos também escrevem a minha história, mas as linhas que aqui descrevo, são meros contos pessoais, um tanto significantes na minha insistência e perseverança por um mundo mais artístico.