Tenho uma amiga em comum com o consagrado diretor de cinema, David Lynch. Ele disse à ela sobre a Meditação Transcedental, que aprendeu em uma cidadezinha pequena ao norte de Los Angeles, chamada Ojai. Quarta-feira passada, ela foi à Ojai rever seu mantra e me convidou para ir junto. Fiquei curiosa. É sempre bom conhecer coisas novas!

Ojai, centro da cidade.

No caminho de ida e de volta conversamos muito sobre as nossas filosofias de vida, planos e objetivos. Ela já é uma profissional bem-sucedida e entende o ramo hollywoodiano. Trabalha como professora de interpretação, produtora, atriz, diretora e roteirista. Conversamos sobre minha vontade primária de ir à São Paulo estudar cinema e a repentina oportunidade de vir à Los Angeles. Logo, as minhoquinhas que percorrem a minha massa cinzenta, entraram em pânico e ousaram duvidar sobre a minha estadia nos Estados Unidos.

Se dúvidas não houvesse, talvez crescer, não fosse um caminho tão divertido.

Tirei os últimos dias para pensar no que eu quero, de fato, fazer da minha vida. Eu amo Los Angeles, amo estar rodeada de inspiração. No entanto, sei que minha experiência profissional não chega nem perto de alguns dos atores que completam décadas na cidade. Muitos sem sucesso, e a maioria, mantendo seus trabalhos secundários, por anos.

Pensei na possibilidade de voltar ao Brasil, estudar mais um pouco, e produzir alguns filmes de curta e longa metragem. Minha amiga achou uma ótima idéia, e sugeriu que eu pensasse na situação em questão. Assim, teria um material profissional para mostrar aos agentes e diretores de elenco em LA.

Pedi conselho ao meu pai. Ele achou que voltar para o Brasil seria um passo atrás dos meus objetivos finais. Se eu tenho a coragem de enfrentar a competitividade daqui, onde a indústria vive, eu devo ficar, e começar a montar meu plano profissional a partir do que eu já tenho como meta estabelecida. Paciência é fator determinante nessa área!

Bom, resultando, estes últimos dias preenchi as lacunas do meu blog com pensamentos e dúvidas a respeito da minha carreira. Depois de conversar com ambos, fui para o meu quarto, tentei meditar, rezei, e pedi uma luz, um sinal para me guiar.

Parece coincidência! Vocês não acreditariam!

Cinco minutos depois recebo uma mensagem no celular, da minha professora finlandesa, a Marjo-Riikka: “Wayra, você gostaria de participar da audição para um longa-metragem amanhã à tarde? É para um papel sem falas, mas envolve trabalho de corpo. O que você acha? A vantagem principal é ganhar créditos no IMDB, caso consiga o papel.” Na hora afirmei ansiosa. Ela disse que me enviaria o endereço e o horário.

Não é incrível como um sinal tão simples pode guiar caminhos? Espero que a mensagem não precise (re-)lembrar que eu estou na cidade onde tudo acontece para os atores. Concluí que meu pai tem toda razão! Não vale a pena retroceder para construir material que eu nem sei se, de fato, conseguiria montar, enquanto eu posso construí-lo a partir de audições submetidas por mim mesma aqui em Los Angeles. Além do que, colocaria meus contatos à prova, e cultivaria as tão belas amizades que vieram à mim, como sinais, que eu nem percebi antes.

O que vocês acham?