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Faz tempo que a ‘espiritualidade‘ é um tema polêmico entre o planejamento de vida das pessoas. Algumas vezes já me deparei com o Quadro de Motivações, onde devemos colocar objetivos específicos e prazos como estratégia para serem cumpridos até um certo período, a fim de atingir nossos sonhos.

Ter um Objetivo FINAL (simplesmente) não leva ninguém a lugar nenhum. Claro que a importância de saber o que se quer já é um começo, mas é indispensável a construção de pequenas metas que levem à realização deste.

Sonhar alto é um desafio. Possível? Claro. O mundo está a nossa disposição.

Nas últimas semanas tenho sido vítima de experiências espirituais que lentamente tomam lugar no meu plano reflexivo, principalmente em relação ao meu plano pessoal e profissional, de vida. Quando as pessoas pensam em estratégia ‘espiritual’, não conseguem dissociar a palavra da religião. O que não entendem é que não se trata de nada disso, aliás, é completamente diferente. Não pretendo seguir rituais ou leis religiosas que influenciem o meu jeito de viver. Nascida em berço católico, fui batizada, tive a primeira eucaristia, fiz crisma. Mais do que muitos dilemas da vida, respeito a religião, acredito em Deus, mas não engulo missas ou dogmas impostos pela doutrina católica.

O que eu sinto é a necessidade de uma mudança em relação às minhas escolhas, relacionamentos e visão profissional. Acho importante adotar uma postura espiritual que me dê a possibilidade de almejar e concretizar sonhos. Confesso que nunca fui fã de palestras ou livros motivacionais. Anteriormente, qualquer termo relacionado à auto-ajuda, me perturbava e nunca pescava meu interesse.

Há exatamente três semanas comecei a frequentar um discurso motivacional, do qual fui primeiramente convidada pelos colegas do Chekhov Studio. Achei que seria uma idéia interessante reunir os colegas todas as semanas para um encontro casual. Depois ou antes da palestra, fazíamos algo juntos, conversávamos, ficávamos de bobeira. Na primeira vez, levei um livro. Na segunda, as mensagens do meu celular me mantinham ocupada. Na terceira, esqueci tudo em casa e fui obrigada a ouvir um dos discursos. Continuei com um pé atrás, mas até que eu percebi alguns conceitos bem interessantes.  Espero há algum tempo encontrar uma nova perspectiva em relação à vida.

Nunca imaginei que o princípio dessa espiritualidade fosse a consciência de que o universo está a seu favor, SEMPRE. Só de pensar que cada ação tem uma reação, e que estas, necessariamente influenciam a vida de outras pessoas, como um quebra-cabeça, já tempera minha reflexão perante às coisas. Para ser mais clara talvez, imaginar nossa existência e as relações que cultivamos, como a disponibilização dos nossos serviços em favor dos outros e vice-versa, já afeta meu Ego. Devemos concordar que cada indivíduo possui planos, ambições e estratégias, sejam sociais, emocionais, racionais ou espirituais. Tudo isso me leva a crer na unicidade das pessoas. Na minha opinião (desde sempre), é justamente a relação entre as pessoas que precisa ser fortalecida para uma transformação na sociedade.

Digo e repito, não sou contra a competitividade, até porque sei que vivemos num mundo extremamente competitivo. Acho que é fundamental ter a ambição de querer ser melhor sempre. Por outro lado, a medida que o mundo evolui, sinto que o diferencial dentro das empresas e profissões é a conquista do trabalho em equipe e a busca de novos horizontes. Cem cabeças pensam melhor do que uma, não é mesmo?

Alguns chamam de responsabilidade social, eu prefiro chamar de plano espiritual sobre o efeito do plano profissional. Por que não unir os planos em busca de um desenvolvimento individual mais eficaz?!