Gostaria de pedir perdão aos que fielmente vieram em busca de novos artigos! A questão é que Abril foi um mês bastante corrido pra mim. Eu odeio férias para ficar à toa, sem nada pra fazer. Preciso me ocupar com algo, sempre. Este mês, resolvi passar menos tempo no computador e conhecer mais pessoas, livros e novas teorias. Prometo escrever mais, com mais frequência.

Conversando com os meus pais, quando ainda morava em Curitiba, inocentemente soltei a seguinte frase: “Só não trabalha, quem não quer.” Naquela hora eu tinha acabado de ser contratada para dar aulas de inglês numa escola de idiomas.

Considerando que a economia dos Estados Unidos, está lamentavelmente terrível, e algum respeito pelos desempregados de boa fé, retiro minha frase com dor no coração. Cidadãos americanos, todos os dias, saem em busca de emprego, a lista de desempregados cresce e a situação continua se agravando. Se é difícil para americanos, imagine para uma ATRIZ brasileira? Tudo bem que aqui é a cidade das oportunidades para o artista, no entanto, não é tão fácil, – bem como imaginava que não seria.

Essa semana que passou, entreguei meu Curriculum em aproximadamente 10 lugares diferentes. Felizmente (e pelo menos) um deles entrou em contato comigo. Joe, o gerente armênio de um restaurante japonês, me deu o telefone para que eu retornasse em alguns dias. Eu o fiz, e quando não me respondeu, eu insisti. Às nove horas da noite, de alguns dias atrás, ele me mandou uma mensagem perguntando se eu podia ir no restaurante àquela hora. Disse que sim, pois é bem pertinho de casa. Ele pediu que eu fosse bem carismática e elegante, para que ele pudesse me apresentar o dono do recinto: Mário.

Dez minutos depois, lá estava eu, na porta, pedindo para o segurança chamar o gerente. Lá veio o Joe me apresentar o tal de Mário. Quando entrei no restaurante, levei um susto. O lugar era extremamente eufórico e cheio de energia. Os garçons pulavam na mesa, cantavam no microfone, gritavam e faziam muito barulho, MESMO.

Fui finalmente apresentada ao pequeno grande Mário, que me perguntou imediatamente se eu era capaz de agir como os loucos garçons que estavam em cima das mesas cantando. Queria saber o que eu achava deste tipo de trabalho, se era muita areia para o meu caminhãozinho. Visando meu desespero em conseguir trabalho simplesmente, quase perguntei se ele queria uma demonstração. Estava preparada para perguntas e ações a qualquer momento. Felizmente não precisei de muitos argumentos depois de dizer que era brasileira, dançarina e atriz. Afirmei quando ele supôs que eu já tivesse deixado o CV e preenchido o formulário.

ALGUNS DIAS passaram e até agora nada…

Amanhã vou ligar para saber o que aconteceu. Continuo tentando.

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