Acabo de voltar do “Potluck” de Páscoa e a primeira coisa que me veio à mente, ao chegar em casa, foi: Preciso contar as minhas super experiências à alguém que esteja disposto a ouvi-las. Logo, pensei no Blog.

Surreal é a palavra para descrever o dia de hoje.

Foram tantos assuntos e diálogos de conversas produtivas, que há tanto tempo eu buscava. Para contar-lhes, decidi emitir os sons do teclado ao invés de grunhidos do vocabulário. Acho que essa concentração, enquanto escrevo, pode me trazer um resgate de informações mais intenso. Ao mesmo tempo, pretendo compartilhar tudo o que eu sinto, ou talvez um quinto disso, ou talvez cócegas de dúvidas, ou talvez, questionamentos. Ou talvez (…) você não entenda nada disso. Não o culpo!

Ultimamente, tenho presenciado monólogos e solilóquios, dos quais me sinto incapaz de partilhar as minhas experiências de maneira que seja útil à outras pessoas. Eu adoro ouvi-las contar sobre suas vidas, sobre eventos que ocorreram para serem lembrados ao longo dos anos. Considero terapia! Eu me vejo como uma velhinha de 80 anos, louca para contar todas as minhas histórias que aconteceram ao longo de tantos anos de vida. Embora eu tenha apenas 21, ou melhor, quase 22, tenho guardado comigo, discursos sobre milhares de eventos que estes anos me forneceram. Doar o que de melhor eu tenho a oferecer, através de palavras faladas ou escritas, é um presente. Receber isso de alguém, é melhor ainda, é como receber dois presentes de uma vez só.

Tenho tantas coisas para dizer. Aliás, devo ter contado sobre a minha vida inteira à semi-desconhecidos, mas em troca, pude vivenciar suas tão mágicas e sensíveis histórias. Não sei há quanto tempo não converso com pessoas tão “espirituais”, mas sei dizer que algum bem me fez. Falando de ator para qualquer outra profissão, e ator para ator, como atriz, noto a beleza da paixão pela profissão que toma conta das nossas almas. Para mim, ainda é uma paixão recente e misteriosa.

Que complicado escrever sobre tudo isso! Que maneira expressar todo esse sentimento de aprendizado, preenchimento, partilha? Não pretendo entrar nos detalhes das  conversas que me fizeram sentir assim. Acho que todos, algum dia na vida, já se sentiram no poder de colher informações alheias, e tomá-las para si como um conselho para a vida, dicas, ou algo que julgue extremamente útil. Isso tudo me parece muito místico! Eu gosto. Eu sinto. Eu quero mais.

Sabe quando você sente que algo dentro de você é realmente vivo e forte, capaz de influenciar atitudes e opiniões à respeito da vida de outras pessoas? Acredita que existem argumentos poderosíssimos que podem mudar o rumo de alguém? Alguém aí acredita em energia? É algo tão sentimental, tão… bonito! É como transmitir aos outros, todas as coisas boas que sinto dentro de mim. Sei muito bem que isso faz bem para quem recebe e para quem doa. Acho que é uma demonstração interna de amor pelo próximo [se é que isso faz algum sentido para os leitores].

Eu sinto como se tivessem feito um carinho no meu coração.

É estranho, claro. Não é um carinho de mãe, de pai, de irmão, mas é como se fosse. É uma espécie de carinho de um alguém que certamente, (deveria estar escrito nas estrelas) ia cruzar o meu caminho de alguma maneira.

Houve uma transmissão de pensamento, sensibilidade e vulnerabilidade perante qualquer um que entrasse na roda da conversa. Alguém completava as idéias do outro e incluia um toque pessoal em suas falas, além de manifestar um ponto-de-vista que nos chamava atenção para outra linha de raciocínio. Fora do comum!

Acredito que o Sr. _ _ _ _ _ _ _ é uma das pessoas pelas quais estou me apaixonando neste momento e gostaria de conhecê-lo mais, e mais. A cada instante, sinto algo novo e extraordinário me aproximando do seu mundo. O misticismo, ou espiritualismo dentro dessa bolha que nos envolve dá rumo à uma nova consciência sobre tudo o que existe e vivemos.

GÊNIO!

Quem é você?

 PS.: Eu juro que não tomamos nenhum chá mágico, drogas, ou coisas do tipo. Eu dormi bem no dia anterior. Nunca fui de espiritualidade, mas sempre acreditei em energia. Aos dezesseis anos entrei numa faculdade de artes cênicas, sem ter a menor noção do que isso significava, e pra piorar minha situação, nunca tinha feito teatro. Lembro que recebi patada de muita gente por isso!

Não me julguem. Acho extraordinário poder ter experiências do tipo energético. Soa bobo, mas é realmente impressionante. Outra vez que lembro ter sentido algo semelhante, foi durante a visita à Machu Picchu, no Peru. Sem saber nada sobre a história inca, me arrepiei inteirinha, senti uma energia exterior que insistia em me cutucar. Ao saber mais sobre aquele mundo de mistérios, me senti mais presente, mais consciente.

Não sei dizer, mas acho que tudo isso faz parte de uma grande ingenuidade, uma singela sinceridade, uma tola honestidade e naturalmente, uma energia [sur]real!