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Apesar do sol lindo batendo na minha janela, acordei com muito frio, pela manhã.

Tomei um rápido café-da-manhã e fui à Hollywood Boulevard encontrar com os meus dois colegas de classe e o professor, na escola: Theatre of Arts. Juntos, fomos ao zoológico. O professor nos deixou lá com a tarefa pré-estabelecida e já encaminhada, mas não nos acompanharia porque tinha uma audição em outra cidade.

Sim, além de professor, também é ator. Aliás, sempre deixa muito claras as suas perspectivas em relação à profissão. Diz que atuar é prioridade em sua vida, e se tiver que deixar de dar aulas ou qualquer outra área que não envolva interpretação, para dedicar-se integralmente ao trabalho de ator em teatro, televisão e cinema, não pensará duas vezes. Por um lado, acho muito nobre sua determinação e vontade de estar no meio em que escolheu. Por outro, como aluna, vejo vários pontos negativos neste tipo de opção do professor, principalmente para o meu aprendizado na escola. Mas não é bem isso que vim comentar neste Post. Afinal, já disse anteriormente que os professores são os encarregados em dar um “boom” na sua vida, como aprendiz.

Esperamos o zoológico abrir e entramos. Eu já estava pulando de alegria, como todas as outras criancinhas que nos acompanhavam pelos corredores do parque. Me faltam dedos nas mãos para contar as vezes em que visitei parques assim, e contudo estava bastante emocionada. Como boa turista, devo ter cegado ou irritado (sem querer) uma quantidade considerável de animais, com meus intermináveis flashes.

Começamos pelos leões-marinhos, passamos por flamingos, nos divertimos com os macacos e lembramos do King Kong ao ver gorilas. Entramos numa sala úmida e fria, onde tínhamos certeza que a nossa espera estavam os répteis mais peçonhentos do mundo: Dito e feito! Me arrepiei com os Dragões de Komodo, a perspicácia das cobras, os quase imperceptíveis escorpiões, a variedade de funestos e pequenos animais. Os koalas nos fizeram franzir a testa e achar incrivelmente agradável a carência e afeto com que se agarravam às árvores, como se estas fossem fugir. Na “zona” África vimos zebras, elefantes e girafas.

Ficamos impressionados com o preço do “lanchinho” (de $7), mas comemos mesmo assim, enquanto observávamos os ursos. O sol nos causava fadiga, de tão forte. Pelo que vimos, constatamos que os ursos estavam muito preguiçosos, possivelmente também devido ao clima, e esta atitude parece ter nos afetado violentamente.

Lalala ôÔô… O sol estava quente e queimou a nossa cara!” (literalmente)

Nos identificamos imediatamente com o leão, ao ver que descansava estirado embaixo da árvore, numa sombrinha refrescante, enquanto a leoa deitada ao sol, se revirava no mato, em busca de um bronze perfeito. Como bons estudantes, resolvemos começar nossa tarefa ali mesmo e praticar alguns comportamentos dos animais que havíamos visto. Encontramos uma árvore, deixamos nossas mochilas, sentamos, nos olhamos. Invejosos pelo comportamento do leão e do urso, sem dar um pio, rimos e deitamos aos pés da Avó Willow (árvore conselheira da Pocahontas). Meditamos por volta de 1h, com os olhos fechados “pensando apenas em que animal escolher”. Pedí luz à Willow, que gentilmente fez questão de enviar uma brisa suave, e por entre seus galhos e folhas,  fotossíntese emanou.

No final das contas, fiquei entre algum felino ou, talvez um elefante.

Sexta-feira preciso eleger o bichinho ou bichão.