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Vocês sabem como eu resolvi parar em Los Angeles?

Alguns devem acertar, pensando que vim para estudar, talvez digam que vim ao encontro de alguma fonte de inspiração, mudança de ares, contatos, crescimento pessoal… até aí tudo bem. Mas estou certa de que a maioria de vocês deve pensar que vim em busca de fama. Afinal, estou em Hollywood. Onde mais poderia ir em busca de fama se não no coração das artes performáticas estadosunidenses, não é? Aliás, com toda a certeza “fama” é a primeira palavra que as pessoas encontram para expressar a vontade alheia de estar aqui, em Los Angeles.

Em outubro do ano passado, ainda em São Paulo, tive a oportunidade de participar de um workshop intensivo para atores, sobre a técnica de Chekhov. Quem ministrou os três dias de exercícios psico-físicos, foi a Diretora do Chekov Studio International localizado em Los Angeles, a ilustríssima, Marjo-Riikka Makela. Ela é uma mulher de coração enorme e muito gentil. É finlandesa, estudou na Rússia e resolveu aplicar o Método de Chekhov na California, abrindo uma escola para atores. Provavelmente aquele workshop, no Brasil, mudou toda a minha concepção sobre interpretação e me fez mudar de idéia em relação ao teatro musical. Simples assim. Em três dias, fiquei tão apaixonada pelo universo que escolhi há quase 10 anos atrás, sem que eu soubesse o quão interessante essa área poderia vir a ser.

Mantive contato com a Marjo-Riikka durante alguns meses, até que decidi estudar cinema em São Paulo. Estava decidida! Queria porque queria ter aulas no Instituto Stanislavsky, aprender os truques das “telonas”, saber como funciona a interpretação na frente das câmeras, saber passo-a-passo de todo o processo da montagem de um filme, me envolver na área de produção e edição de cenas.

Logo depois do Ano Novo, com as malas prontas para voltar à São Paulo, pensei na possibilidade de explorar outro lugar ao invés da grande Big Apple Brasileira. Não tive um motivo específico. Talvez quisesse viajar. Entrei em contato com a Marjo-Riikka novamente. Perguntei onde poderia aprender as mesmas teorias e ainda assim, ter acesso às práticas dessa área tão fabulosa que me seduz. Uma semana depois, ela sugeriu o Theatre of Arts em Los Angeles.

Em duas semanas tinha as passagens compradas, as malas feitas, e os pés no aeroporto. Mudei todos os meus planos, de repente, sem pensar. Peguei a mala, deixei a cuia, e entrei no avião.

Portanto, vim mesmo para aprender a lidar com essa “nova” forma de atuar. Se fama vier, ótimo, mas que venha depois do aprendizado, para que não seja simplesmente mais um rostinho nas gigantes telas do cinema. Espero que tudo o que eu puder aprender aqui, sirva de introdução à novas técnicas e teorias performáticas.