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Tudo começou após um belo pôr-do-sol de 1913, durante uma discussão em um salão de baile, em Nova Iorque. Depois de uns drinques, uns chavecos, talvez algumas segundas intenções… 112 atores e atrizes cansados de trabalharem duro e muitas vezes de graça, decidiram criar um “clube artístico” que envolvessem benefícios e créditos aos monstros dos palcos. Criaram então a Actor’s Equity Association, ou AEA, que em português seria algo como: Cooperativa dos Atores. Adotaram um Estatuto, elegeram funcionários e fundaram um Conselho. É claro que os membros do novo clubinho tinham que ser famosos. Como não? Estamos falando de New York City na época do Ouro, baby! George Aliss & Charles Coburn fizeram parte desse corpo de líderes. Desenvolveram então, os sete tópicos seguintes a fim de beneficiar seus queridinhos do tablado:

  1. Transporte gratuito aos atores que fossem gravar ou se apresentar em outras cidades: Ida de Nova Iorque e regresso à Nova Iorque.
  2. Um limite de horário para ensaios “livres” (sem cobranças).
  3. Uma cláusula para duas semanas de cartaz.
  4. Proteção aos atores, que trabalharam ou ensaiaram por mais de uma semana, contra demissão sem pagamento.
  5. Compensação por performances extras.
  6. Embolso completo de todas as semanas de trabalho.
  7. Adaptação às situações de troca de figurinos femininos.

As regras funcionaram por 6 anos. Até que…

Em 1919, a sociedade aumentou, e haviam, de repente, mais de 2,500 atores envolvidos nessa luta pelos direitos de igualdade. Infelizmente (ou felizmente), os atores de todas as épocas nasceram para revolucionar, e logo começaram as greves, apoiadas também por atores famosos da época.

O Sindicato passou a tomar conta dos planos de saúde, pensões, aposentadorias e o que mais fosse complicado conseguir, sendo artista. Blá blá blá, regras lá e regras cá, blá blá blá, argumentos aqui e acolá. Os anos passaram, eventos surgiram, e hoje, o clubinho passou a ser um clubão, representando mais de 49,000 atores. Este ano, o Sindicato de Atores, ou AEA, completa 99 anos de tradição, confiança e créditos aos atores de teatro dos Estados Unidos.

Os atores ‘Não-Membros’ desse Sindicato, têm tudo o que um ator-Membro tem, exceto pelos benefícios, os salários três vezes maiores, o dinheirinho no final do mês, a garantia de um papel bacana, um trabalho, amigos, vida…

Como conseguir? Adivinhem? Pagando, porque hoje em dia, tudo é DINHEIRO, ôe, ôe! Talvez algumas performances comprovadas, ou uma pequena banca para avaliar sua interpretação, façam parte do processo dessa “conquista”.

Não. Eu não faço parte do Sindicato, ainda, mas um dia…