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Hoje tive aulas de Improvisação e Business.

Às vezes eu fico imaginando o que os professores pensam sobre os meus comentários absurdos em sala, sabendo que meu background inclui um curso superior, numa faculdade brasileira de Artes Cênicas. Imagino frequentemente cenas do horário de encontro dos professores, enquanto tomam um cafézinho e comem cookies. Suponho que estejam sentados numa mesa redonda revendo lições e considerando (em voz alta) as condições mirabolantes dos seus alunos. Eles devem pensar: Nossa, essa brasileira está mais perdida do que cego em tiroteio, ou – se eu tiver sorte: O que será que ela aprendeu na faculdade, então? Portanto, caros colegas universitários, sinto informar que vocês realmente vão sair da faculdade um tanto néscios, ignorantes e ineptos. E digo mais, a solução é a experiência, o que vai exigir tempo e dedicação da parte de vocês.

Prepare-se para errar… MUITAS e MUITAS VEZES!

Bom, o episódio de hoje foi uma lição básica na verdade. Pensei comigo, a base da improvisação eu já sei. Toda vez que você acha que sabe alguma coisa, seja humilde, porque você não sabe nem metade do que acha que sabe. Sempre imaginei que Improvisação não tivesse regras. Afinal, você está “improvisando“, certo? Errado. É claro que tem. Aí estão:

  Regras básicas de Improvisação

  1. Preste muita atenção. (Você também é um jogador e a qualquer momento você pode ser solicitado ou pode surgir alguma idéia com a qual possa contribuir.)
  2. Ouça. (Parte do seu jogo é a audição e a concentração. Não perca o foco.)
  3. Aceite. (Seja lá o que for que o outro ator tiver a oferecer, aceite, por mais patético e difícil que seja compartilhar a mesma idéia. O que foi feito, passou e o público já ouviu, depois disso não tem mais como remediar.)
  4. NÃO é a palavra proibida. (Não negue, porque a cena improvisada depende do conjunto entre você e os outros, e brincar sozinho não tem graça. Compartilhe!)
  5. Proponha. (Dê ferramentas ao jogador, para que o leque de casualidades enriqueça e seja mais fácil e confortável improvisar.)
  6. “SIM, E…” (Duas palavrinhas mágicas no tópico de ACEITAÇÃO. Continue propondo…)
  7. Brinque, jogue, improvise. (Crie um personagem para a cena, onde haja natural ação e reação para as inúmeras possibilidades propostas.)
  8. Mantenha contato. (Presença de palco exige concentração e manter contato visual faz com que as palavras e idéias simplesmente apareçam, sem muito esforço.)

Isso é ridículo. Como atriz, eu deveria saber…