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Há alguns meses atrás, quando ainda estava na Big Apple brasileira, vulga, São Paulo, comentei com um amigo sobre meu desejo de fazer um Mestrado em Teatro Musical nos Estados Unidos. Para quem não sabe, ser atriz de teatro musical tem sido meu maior anseio no mundo da Interpretação, desde os meus dez anos de idade. Mas o tempo passou tão depressa e vários eventos e acontecimentos ficaram para trás, até que perdi o interesse pelo Showbusiness dos musicais. Ou talvez não tenha sido desinteresse, mas falta de confiança, ou medo. Se o mundo dos artistas é complicado, eu diria que o ramo dos Musicais, é um dos piores, em questão de competitividade, perfis e oportunidades. No Brasil, acho que o mercado ainda é muito restrito, mas acredito que está por vir a ascensão profissional dos atores/cantores/dançarinos, e torço para que sim, porque tem muita gente talentosa que deve ser vista. Por enquanto, vou continuar com a minha opinião em relação à minha carreira, fazendo o que eu puder na área de Atuação para aprender e vivenciar novidades. Quem sabe um dia eu re-amadureça a idéia de voltar aos teatros musicais?!

Aquele amigo com quem eu havia comentado, me colocou em contato com outro amigo dele, que já estava nos Estados Unidos fazendo Mestrado em Acting, e que poderia me ajudar com questões básicas de preenchimento de formulários para o ingresso de universidade, busca do ranking de melhores cursos, Applications, bolsas de estudo, entrevistas, acomodação, etc. Sempre muito atencioso, o Fernando me enviou um e-mail com todas as dicas e conselhos que julgava necessários para uma marinheira de primeira viagem (ou nem tanto). Mantivemos contato por um tempo, através de redes sociais, e-mails, até que decidi vir para Los Angeles. Antes de ontem, escrevi um recadinho para ele, dizendo que já estava aqui. Mais uma vez, com todo aquele carisma e gentileza, me convidou para assistir uma peça de teatro cuja Direção, Produção e Coreografia eram de sua autoria.

Sábado: 11 de Fevereiro, 2012 (9pm)      CLOUD9 (By Caryl Churchill)

Direção, Coreografia e Produção:               Fernando Belo

A produção de CLOUD9 é o resultado de 6 meses de pesquisa e exploração de possibilidades de movimentos e gestos como instrumentos de Contação de história. Essa primeira produção, desenvolvida pela Cia Teatral THE MOVING ART COLLECTIVE, utiliza a linguagem corporal dos atores para desafiar e investigar como as pessoas frequentemente dependem do sexo para satisfazer suas necessidades físicas, emocionais e pessoais. Através da abstração dos movimentos habituais, voz e estrutura narrativa, a Companhia pretende intensificar o acesso da audiência aos pensamentos e sentimentos dos personagens.

Eu não conhecia o trabalho do Fernando. Mas… Que trabalho divertido! Digníssimo de ser assistido! É uma peça experimental cuja movimentação dos personagens, (quase dançarinos) no palco, me deu uma vontade louca de tirar a roupa e me unir aos atores numa cena de um ‘ritual orgiástico’. Pra quem não está entendendo bulhufas do que estou dizendo, gostaria de convidá-los a assistirem a peça. Mas caso não consigam entrar naquele jatinho e chegar à California, – ou melhor, à Valencia – até amanhã e prestigiar a bela peça do Fernando, podem ir à República Tcheca no próximo Festival Internacional de Teatro, porque eles foram aceitos e vão ralar bastante para isso acontecer. Boa sorte ao grupo!

Cena 01: Roupas espalhadas pelo palco. Atores, apenas com suas roupas íntimas de cor preta, dançando e se movimentando pelo espaço, ao ritmo da música.

Minhas Palavras-chave para CLOUD9: Sexo, Liberdade, Sedução, Música, Metáfora, Corpo, Ritmo, Traição, Obsessão, Articulação, Poder, Vontade, Movimento, Fluxo.

Domingo: 12 de fevereiro, 2012 (4pm)                 

                                                                               BEVERLY HILLS   

Estar em Los Angeles, há quase três semanas, e não conhecer Beverly Hills, é como botar a mão no fogo e não se queimar. Não sei nem por onde começar… Só sei dizer que a ‘exuberânciaque vemos em Punta del Leste, Jurerê Internacional e Copacabana não chega nem aos pés das casinhas de Beverly Hills. Todo mundo sabe que o americano é exagerado! Se a porção das “refeições” (Cheeseburger+Coca-Cola 2L) do McDonalds americano, em tamanho, é quase o triplo do lanche brasileiro, imaginem os bens materiais?!  Vocês tem consciência do que é esse exagero nas humildes residências de Beverly Hills? São palácios, castelos, mansões, não sei como chamar, mas é praticamente como nos meus mais modestos pensamentos. E digo mais, COMO É BOM SONHAR. Eu recomendo!

Momento Wayra Kardashian:

Lá veio a bendita me perseguir: KIM KARDASHIAN de novo! Lá estava eu, fazendo o tour pelas mansões dos famosos, querendo saber onde fica a Mansão da Playboy, a casa do Al Pacino, do Leonardo Dicaprio, Harrison Ford, e outros, quando me deparo com a HUMILDE, muito humilde casa da tal de Kim Kardashian. Bom, tudo bem, pensei, a casa é sensacional, vou ali tirar uma foto e já volto. Quando estou chegando no portão da casa, passa um ônibus turístico de Sightseeing com um monte de japoneses e suas câmeras fotográficas e chapéus bonitinhos, rindo para todos os lados, super simpáticos. De repente o guia do ônibus, com seu belo microfone resolve anunciar: – “Essa é a casa da Kim Kardashian, e… Esperem, lá está ela!” E quase coberta por paparazzis tive que voltar correndo para o carro, sem ter uma foto da casa da KIM. Pode? SÉRIO, ELA NÃO É PARECIDA COMIGO. Pronto, falei.

(Hoje: 7pm)

Os americanos, apesar dos pesares, são super educados e tem um enorme coração. Não é a toa que nos identificamos tanto com os filmes hollywoodianos, e toda aquela emoção sensacionalista. Acabo de receber o vizinho aqui em casa, para dar as boas vindas e dicas de atores. Hollywood, como nenhum outro lugar do mundo, é o lugar onde possivelmente 89,9% da cidade está envolvida com Artistas, Studios, Filmes, Televisão e Entertainment Business. Meu vizinho é especialista em explosões de bombas e prédios com efeitos especiais para filmes, peças, eventos. Veio com uma pastinha de cinco folhas impressas sobre uma Agência de Casting, para me ajudar. Felizmente eu já havia pesquisado e buscado essas informações, mas agradeci mesmo assim. A intenção é sempre a primeira impressão. Vamos ver onde tudo isso vai dar!

Mais uma noite [em claro], buscando trabalhos, informações sobre Castings, pesquisas para acrescentar meu caderno de teorias teatrais… E tentando, talvez, escutar alguma voz do além para me guiar!

O TEMPO VOA!